A vida e a rotina s√£o cheias de surpresas!

Eu poderia começar dizendo que a vida é uma caixinha de surpresas.

Sim, a vida é realmente uma caixinha de surpresas.

Mas não é assim que eu quero começar.

E eu aposto que quem for ler isso, no mínimo vai ficar indignado por eu ter feito uma volta toda simplesmente para escrever o que quero.

A gente, parem de reclamar, ficou até interessante!

Mas sem mais enrola√ß√Ķes e como eu estava dizendo anteriormente, a vida √© sim uma caixinha de surpresas.

Eu sinceramente me admiro comigo mesma por ainda me surpreender com tudo que acontece ao meu redor. Mas… fazer o que n√©? √Č a vida!

Sim, é sempre a vida. Mas a vida sendo vida mesmo sendo difícil não deixa de ser bonita simplesmente pelo fato de ser vida.

Mas sabe o que mais me surpreende?

√Č que na nossa vida, criamos rotinas. E muitas vezes nossa rotina surpreende as pessoas.

Sabe quando você se encontra tão acostumado (a) a fazer alguma coisa, quando isso é normal para você, mas de repente você simplesmente sai para um passeio talvez, e surpreende as pessoas com o seu normal?

Me admiro que nós nos sintamos surpresos com alguma coisa tão rotineira, por mais simples que seja.

E mais ainda. Me admiro que aquilo que é tão corriqueiro para nós possa surpreender as pessoas de uma tal forma que sirva como uma lição de vida.

E a√≠ voc√™ pensa: ‚Äú mas eu n√£o fiz nada,, eu simplesmente fiz o que sempre fa√ßo.‚ÄĚ

Mas aquilo que é tão simples para você parece ser tão novo para aquela pessoa, que ela encara como uma lição, tendo você a dificuldade que tiver!

A verdade √© que s√≥ a pessoa acha que √© algo surpreendente. Talvez porque ela nunca tenha visto mesmo algo assim na vida, ou porque no seu √≠ntimo, ela o achava incapaz, de fazer tal coisa, e a surpresa √© ainda maior quando essa pessoa percebe que isso  √© t√£o rotineiro para voc√™ quanto tomar banho todos os dias, por exemplo

Quer saber? Gosto de surpreender as pessoas com minha rotina t√£o simples e ao mesmo tempo, um pouco chata para mim.

Me sinto grata por ter chegado nessa altura da vida, sabendo que surpreendi muitas pessoas apenas com a√ß√Ķes, e espero que eu continue surpreendendo com pequenas coisas, sem a necessidade de fazer algo grande, simplesmente para ser aplaudida.

N√£o, eu sinceramente n√£o quero e nem preciso disso!

Só quero que se o rotineiro for para ser uma lição de vida para outros, que seja sinceramente e que as pessoas acolham a lição de coração aberto.

E quando eu disse que eu não devia começar dizendo que a vida é cheia de surpresas, eu estava errada. Ao escrever até aqui, notei que não poderia ter começado de outro jeito, para melhor definir o que eu queria dizer.

Sim! A vida é sim cheia de surpresas, e como a rotina faz parte dela, também pode por consequência, ser algo surpreendente!

E acho de coração que devemos sim, nos surpreender cada vez mais com a vida e a rotina, para que possamos nos enriquecer de conhecimentos e aprender numa ótima escola que é nada mais nada menos, que a própria vida.

Raios matinais

Para nos protegermos da chuva: guarda-chuva.

Para nos protegermos do vazio da fria rotina: Atenção, reflexão, meditação, busca sincera.

Silêncio e escuta.

Num mundo a cada dia mais confuso e atordoado… qu√£o frequentemente encontramos tempo para              o Sil√™ncio, a reflex√£o, a escuta atenta

No vasto mar da existência, com que frequência nos revigoramos

nas águas puras da plenitude e da bem-aventurança??

Para além do mundo externo, imerso no espaço e no tempo, existe o mundo interno, morada da Compaixão e do Silêncio.

O chamado do mundo externo tenta nos convencer de que            a vida se resume a ganhar dinheiro, gastar  em benef√≠cio pr√≥prio, desfrutar, esbanjar,     viajar, tirar fotos, comer, beber e dormir.

O chamado interior nos recorda de que a vida é também contemplação, silêncio e pausa.

A voz da alma nos diz que a ess√™ncia da vida transcende os rel√≥gios e         os calend√°rios.

O canto da ave da alma nos recorda de que há algo em nós que busca o bom, o belo, o verdadeiro.

O que sabemos sobre o Bom, o Belo e                         o Verdadeiro?

O que intu√≠mos sobre os roseirais                que somos chamados a cultivar no jardim da nossa alma?

Como podemos,                como devemos proceder     para deixar o mundo            um pouco mais belo do que antes de nossa chegada?

E quem diz beleza diz bondade, generosidade, gratid√£o e partilha.

Quem diz beleza… diz fazer frutificar  os dons e talentos que a Vida nos confiou.

diz ser o dom supremo, o Amor.

Quem diz beleza… ‚ÄúAmor √© o ritmo de cada √°tomo, √© o pulsar de cada cora√ß√£o.‚ÄĚ

‚ÄúAmai sempre e cada vez mais.‚ÄĚ

“Lei não existe

superior a do

Amor.‚ÄĚ

Krishnamurti

Ficar ou ir?

Ficar ou ir!

qual ser√° a melhor escolha?

O que devo fazer?

Se eu ficar, n√£o terei mais com quem contar

estou sozinha no mundo

não terei uma família para contar

se eu for, provavelmente ficarei perto de todos

eles Podem se sentir  culpados por me deixarem aqui, exposto ao mundo cheio de perigos.

Mas que difícil decisão!

Ficar ou ir, ir ou ficar, eis a questão, que me atormenta a alma e o coração

Acredito que muitas pessoas que por alguma razão perderam todos seus entes queridos num só dia, devem ter esse tipo de pensamento bem lá no fundo de suas almas

lutam com a difícil escolha entre ir ou ficar

Toda essa situação desencadeia um emaranhado de sentimentos por quem ficou, sabe-se lá por quanto tempo

esses sentimentos s√£o complexos, e seria necess√°rio eu escrever milhares de textos para tentar explicar e, ainda assim, n√£o poderia explicar com a clareza que gostaria

é que, sentimentos não se explicam, apenas se sente

e quem ficou, deve sentir culpa, medo, sei l√°! mas que com certeza, sente que deve fazer uma escolha. Ficar ou ir?

ficar em um lugar onde provavelmente não haverá ninguém, ou ir para onde inevitavelmente, todos nós iremos?

Difícil decisão, quando se tem realmente o poder de escolher

é que entre ir e ficar, existem lá seus prós e contras

Depende muito da situação na qual você vive

provavelmente, Você não tendo sua família mais, escolheria ir e se encontrar com eles. Contudo, imagine que não se sentirá só caso escolha ficar. A decisão se torna mais difícil quando temos o poder de decidir, entre ir e ficar, porque vamos sentir que estamos deixando alguém de ambos os lados

Bom, de uma coisa acho que podemos ter certeza

a escolha é nossa!

Borboletas

Quando depositamos muita confian√ßa ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar √© grande. As pessoas n√£o est√£o neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como n√£o estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com algu√©m, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de algu√©m. As pessoas n√£o se precisam, elas se completam… n√£o por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, voc√™ vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, voc√™ precisa em primeiro lugar, n√£o precisar dela. Percebe tamb√©m que aquela pessoa que voc√™ ama (ou acha que ama) e que n√£o quer nada com voc√™, definitivamente, n√£o √© o homem ou a mulher de sua vida. Voc√™ aprende a gostar de voc√™, a cuidar de voc√™, e principalmente a gostar de quem gosta de voc√™. O segredo √© n√£o cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham at√© voc√™. No final das contas, voc√™ vai achar n√£o quem voc√™ estava procurando, mas quem estava procurando por voc√™!

M√°rio Quintana

Conversando com os Leitores, Intuito do blog e postagens.

Oi gente, como est√£o?

Bom. Era para eu escrever isso como um primeiro post, contudo estava muito ansiosa para postar que mal pensei direito e resolvi colocar um roteiro que estava a aqui, guardado a um tempo.

Mas estou aqui para conversar um pouco com vocês sobre o que será postado nesse espaço.

O blog tem como intuito a escrita de forma livre, ou seja, aquilo que vier a mente transformado em diversos escritos de maneiras diversificadas.

Como vocês devem ter notado, a algumas histórias de minha autoria, e isso é só o começo do que pretendo postar por aqui.

Atualizarei voc√™s com novas narrativas, reflex√Ķes, roteiros de pe√ßas teatrais, Textos, resenhas, resumos cr√≠ticos e muito mais!

Trarei tamb√©m alguns escritos interessantes de outros autores, tais como reflex√Ķes, poesias e poemas, artigos, textos entre outros, num espa√ßo que reservei especialmente para isso.

Estou reservando tamb√©m um espa√ßo pr√≥prio para postagens dirigidas exclusivamente para voc√™s leitores, contendo comunicados, E posts onde poderei interagir diretamente com todos voc√™s. Por fim, Quero deixar meus sinceros agradecimentos a voc√™s que leem, e dizer que qualquer d√ļvida, cr√≠tica ou sugest√£o ser√£o bem-vindas, tanto por coment√°rios quanto pelo bot√£o Fale com Alice. Espero que curtam o espa√ßo, Um grande abra√ßo a todos voc√™s e at√© as pr√≥ximas Atualiza√ß√Ķes!

Quem sou eu?

Olá! Me chamo Alice Lima Cota, e tenho 19 anos. Nasci em 31 de maio de 2000, pertencendo assim o signo de Gêmeos.

Resido na cidade de Frei Inocêncio, no estado de Minas Gerais.

Tenho por robe cantar, ler e escrever, Falo um pouquinho de espanhol e atualmente curso o primeiro período de psicologia.

Criei este espaço com o intuito de colocar minha mente para pensar, e poder trazer textos de minha autoria para todos vocês, espero que gostem.

Tenho como pretensão assim que finalizar minha graduação em psicologia, poder me Graduar em história, pois é algo que muito amo.

Desde que iniciei meu curso, trago como definição de min mesma A seguinte FRASE: Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim. (Sartre)

Não preciso nem dizer que Humanas é a minha paixão não é mesmo?

A saga dos 3 tempos parte 2, Conhecendo o passado.

A vida de nossos personagens seguiu-se normalmente após os anos em que estiveram na escola. Os 3, nunca deixaram de ser grandes amigos. Até hoje podemos enxergar uma conexão sem fim entre eles, e o mais curioso é que, até suas diferenças parecem tão iguais, pois elas também se conectam umas às outras.

O passado vive de lembran√ßas, volta e meia vemos ele em um cantinho, folheando um Enorme √Ālbum de fotografias. E cada foto, uma mem√≥ria diferente.

Memórias que o fazem sorrir, memórias que o fazem chorar, memórias que o fazem ter raiva, memórias que o fazem sentir Alegria, medo ou dor.

Podemos cham√°-lo de ante social, mas se ele mesmo pudesse escrever essa hist√≥ria, Certamente diria que frequentemente √© esquecido e largado num canto qualquer, seja porque queremos mesmo esquec√™-lo, ou porque nos traz muita dor e n√£o vale a pena lembrar-se dele. Diria tamb√©m que outros o manteria sempre vivo, na mente, por causa das boas mem√≥rias que ele traz. Muitos ainda dizem: “gostaria de voltar ao passado, para consertar isso ou aquilo”, e por conta disso procuram acertar no presente, porque sabem que o presente um dia se tornar√° um passado. Feliz ou triste? eis a quest√£o.  No entanto, depende unicamente de quem o vive. E o passado segue assim, sendo o futuro de uns, presente de outros, e com suas boas ou m√°s mem√≥rias, o passado de todos.

A saga dos 3 tempos parte 1: A hist√≥ria de uma grande amizade.

A muitos e muitos anos, em uma escola chamada vida, três criaturas se conheceram.

Tamanha fora a simpatia que sentiram um pelo outro, que logo de cara tornaram-se amigos insepar√°veis.

as pessoas se impressionavam com o n√≠vel de amizade que eles possu√≠am t√£o de pressa. Muitos chegaram a sentir inveja do trio, Do qu√£o bem eles se davam. Sabiam se resolver entre si com boas discuss√Ķes, sem brigas, sem  m√°goas.

Eles se entendiam tão bem, que algumas pessoas afirmavam que eles possuíam uma ligação extremamente forte, e inquebrável

Diziam também que um não aguentava viver sem o outro.

Eram t√£o diferentes mas ao mesmo tempo t√£o iguais, que pareciam ter o poder de mudar de forma

as vezes vendo os 3, todos se confundiam, e n√£o eram capazes de dizer quem era quem, tamanha cumplicidade que havia naquele trio.

O tempo passou, e os 3 inseparáveis não se sabe o motivo até então, nunca se separaram. foram até pra faculdade juntos. Podemos perceber com tal proximidade, que os três eram importantes um para o outro, cada um com suas qualidades e defeitos se completavam, de uma forma nada imaginável pelo ser humano.

Quem convivia com eles, dizia que um n√£o suportava viver sem o outro

e assim seguiram

hoje est√£o separados fisicamente. mas nem um esquece do outro

os três mesmo separados estão juntos de alma e coração, cada um do seu jeitinho.

Qualquer briguinha que tinham, l√° vinha a sintonia novamente para uni-los novamente,

Eu nunca vi em todo mundo grandes melhores amigos iguais a esses três. Acredito que não exista.

E assim cada um deles seguiu seu caminho, mas sempre ligados a antiga e duradoura amizade que por nada no mundo se destruía.

Além de aprenderem na escola, aprendiam também um com o outro. Suas experiências eram o bastante para os ensinar, e também para que pudéssemos também aprender com eles.

Seus nomes?

Ah… creio que os conhecemos t√£o bem, porque sempre est√£o conosco e fazem parte de nossas vidas assim como fazem parte da vida um do outro.

Esses melhores amigos s√£o: Passado, Presente e futuro!

E a vida, por coincidência ou não, sempre foi a escola e a universidade deles, assim como sempre foi e sempre será a escola/faculdade que vamos estudar. e esses três, além de serem um trio inseparável, sempre serão nossos colegas de classe e companheiros de brincadeiras, contudo, Cada um no seu tempo!

Discriminação na escola

PRIMEIRO ATO

CENA 1
[Débora entra na sala de aula e senta.

NARRADOR:
Essa é Débora. Estamos a falar de uma garota negra, olhos castanhos e cabelos cacheados. Algo chama a atenção em seu rosto, uma cicatriz enorme que ela tem desde criança, em virtude de um caco de vidro.
Débora vive com sua mãe, Manuela, e sua irmã, Ana Cristina. Sua família não
tem como custear as cirurgias para a reparação de seu rosto, pois são
muito pobres.
Débora é uma menina muito inteligente, e tenciona um dia tirar sua
fam√≠lia da pobreza em que vive. √Č uma menina cheia de ideais, e n√£o mede
esforços para se dar bem nos seus estudos, pois acredita que assim vencerá com garra e honestidade na vida.

Narrador:
Ao entrar na sala, D√©bora encontra sua melhor e √ļnica amiga da escola, Sofia. As duas se cumprimentam, e a menina ent√£o vai para seu
costumeiro lugar de sempre.
L√°, ela escuta sussurros de suas colegas: “Olhaaaa a negrinha desfigurada, de cabelo duro!”, “Ser√° que faltou um creme para melhorar o cabelo? Ela t√° com uma p√©ssima apar√™ncia!”, “AaAh. Convenhamos, p√©ssima apar√™ncia ela sempre teve!”.
Os sussurros só param com a chegada do professor de história, mas Débora como já era de se esperar, se sente incomodada com todos esses
coment√°rios.
O professor chama a atenção de todos os alunos para si.

PROFESSOR:
— Alunos, hoje vamos estudar sobre a segunda guerra mundial. Algu√©m pode me dizer quem foi Hitler?

Débora se levanta e responde:

Débora:
— Ele foi um pol√≠tico que liderou o bloco alem√£o durante a Segunda Guerra Mundial.

PROFESSOR:
— Corret√≠ssimo D√©bora.
Agora você pode me responder o que ele realmente queria na Alemanha?

Narrador:
Um dos alunos, chamado Pedro, fica irritado com essa situação e pensa. ( Negra imunda! Além de ser negra ela pensa que será alguém na vida, faz isso para ganhar a confiança do professor! Mas a mim ela não engana! Vou mostrar a essa negra o lugar dela.)

Narrador:
Enquanto D√©bora discorre com claresa sobre a segunda guerra mundial, ganhando assim elogios do professor, Um grupo de alunos come√ßa a atirar na garota in√ļmeras bolinhas de papel. D√©bora n√£o se defende e nem ao menos fala com o professor sobre o que
est√° acontecendo.

O professor, Vendo a sena, pergunta aos alunos: — Mas o que √© isso!
Qual o motivo de tantas bolinhas? Estão acertando a Débora!

Pedro, o l√≠der do ataque responde: — Ah. S√≥ quer√≠amos descontrair, n√£o √© mesmo, gente?
Todos respondem em un√≠ssono: — Sim!

Professor:
— Pois √©, mas essa descontra√ß√£o, n√£o permito mais em minhas
aulas. entenderam? essa eu vou deixar passar, mas na próxima, vou deixar
todos vocês de castigo. Não só pelas bolinhas fora de hora, mas por
acertarem uma aluna sem nem um motivo!

Narrador:
A brincadeira passa, e meia hora depois, bate o sinal para o intervalo.
Todos os alunos saem e v√£o para o refeit√≥rio. D√©bora, √© a √ļltima a sair
da sala de aulas.
Ao sair, se depara com duas alunas, que
esbarram propositalmente na menina que cai no ch√£o, e em seguida, se levanta e sai chorando para o banheiro.
Já no banheiro, Débora escuta ruídos. Claro que não consegue ver de
quem se trata, até poder ouvir claramente, as vozes de Bianca e Laura,
suas colegas-de classe, as mesmas que a derrubaram propositalmente no
ch√£o, momentos antes.
Nem uma das duas imaginam que Débora está em um dos banheiros, e pior!
nem uma das duas imaginam que ela esteja escutando. Crentes de que est√£o
sem sua presença, começam a comentar em auto e bom son.

Laura: — Nossa, essa negrinha deveria voltar para a √Āfrica. Risos
Bianca: — Acho que a √Āfrica √© pouco pra ela, deveria ir pra senzala.
Laura: — Esta escola n√£o √© lugar para gente como ela. Podemos fazer um
abaixo assinado e entregar para a diretora para expulsarem-na.
Bianca: — Voc√™ acha que vai funcionar?
Laura: — Tem que funcionar. Voc√™ percebe que quase ningu√©m desta escola
gosta dela, e todos eles v√£o assinar. Essas assinaturas s√£o o
suficiente para tirarmos ela daqui, Você vai ver Bianca, escreve o que
estou te dizendo. Essa negra imunda e desfigurada vai sair daqui!

Narrador:
Ao ouvir essas palavras, Débora chora copiosamente. Em sua cabeça,
milhares de pontos de interrogação se formam e ela se pergunta, como um ser humano pode ser chamado de humano com essas qualidades racistas?
Para ela já era de mais. desde que entrara naquela escola, era frequentemente vítima de racismo pelos demais colegas, e tinha medo de
relatar a sua m√£e e aos professores. Eram v√°rios contra um. A palavra de
um contra todos não valia de nada, pensava ela. Também lembrara
que a m√£e sempre dizia a ela e a sua irm√£. “Meninas, essa vida √©
difícil, principalmente para noz negros. Vivemos em um mundo que
n√£o somos t√£o bem aceitos pela sociedade unicamente pela cor que temos.
Mas, nunca percam a fé em Deus, pois nós assim como eles, independente
da cor, somos filhos de Deus, e ele j√° mais nos esquece.”

narrador:
— D√©bora! D√©bora! D√©bora! Era Sofia, fazendo-a sair de seus devaneios.
D√©bora: — Oi Sofia. Como me achou aqui?
Sofia: — Ah, eu ouvi da Bianca que voc√™ tinha ca√≠do e sa√≠do chorando, e
imaginei que você estivesse aqui.
D√©bora: — Eu n√£o suporto! Voc√™ n√£o imagina tudo que ouvi de Bianca e sua amiga!
Sofia: — O que elas disseram?

Narrador:
Débora relata a Sofia, toda a conversa escutada. Esta, fica
revoltada com a situação criada pelas colegas.

Sofia: — Elas n√£o sabiam que voc√™ estava ouvindo?
D√©bora: — Nem desconfiaram.
Sofia: — Essas pessoas n√£o t√™m jeito mesmo! Vamos falar com os
professores!
D√©bora: — N√£o Sofia, eu tenho medo que‚Ķ
Sofia: — Que eles sejam racistas
também? Se forem, nós os denunciaremos. Você não veio a esse mundo para
sofrer dessa forma amiga. Levanta esse √ānimo e coloca um sorriso na cara
e vamos fazer o que deve ser feito. Débora, racismo é crime e a turma
não sabe o risco que correm fazendo isso com você!

Narrador:
Débora se sente um pouco mais aliviada com a ajuda da amiga, mas não totalmente. Ela tinha esse apoio no colégio, que era Sofia.
A menina gostava de Débora de verdade, e não ligava em abrir mão das
“amizades brancas”, como ela chamava.
Alguns minutos depois, Toca o sino para a √ļltima aula.

Todos entram na sala de aula, e D√©bora continua triste e pensativa pelas coisas que vem acontecendo ultimamente. Acaba a √ļltima aula e todos v√£o embora.

CENA 2

NARRADOR:
Quando chega em casa, Débora sobe para o quarto rapidamente e se tranca, chorando.

Lá ela abre seu computador e resolve gravar um vídeo, com os seguintes dizeres:

Meu nome é Débora Matos, e eu não consigo entender porquê todos me odeiam tanto, mas talvez eu saiba porquê eu me odeio também, e eu não vejo razão para pensar,
falar ou respirar. “Eu cansei!”.
Eu cansei de todos debocharem da minha cor, do meu cabelo, e eu não sei porquê isso incomoda tanto a todos vocês, eu sou um ser humano como vocês, independentemente
da minha cor e do meu cabelo. Mas vocês não se importam com isso, então eu só queria gravar esse vídeo para dizer Adeus.

NARRADOR:
Depois de gravar esse vídeo, Débora consome alta dosagem de remédio. Sua mãe chega em sua porta e começa a bater e chamar pela filha, como ela não obtém
respostas, se desespera, Corre para a cozinha, e pega as cópias da chave. Quando ela entra, se depara com a filha caída no chão e perto, alguns frascos de remédio.
Imediatamente, ela liga para a ambul√Ęncia.
Ao chegar no hospital, Débora não resiste e acaba falecendo.

Esse vídeo foi postado em suas redes sociais, horas antes de seu falecimento.

Isso nos mostra que o racismo, é muito praticado no nosso país. Muitos não sabem o dano que isso causa a todos que sofrem, isso não nos da o direito de discriminar
qualquer pessoa, seja ela branca, negra, que tenha cabelo duro ou liso, que seja imigrante ou deficiente.

DIGA N√ÉO AO PRECONCEITO. Devemos ter em mente que o ser humano, antes de possuir uma simples cor de pele, √© um ser capaz de sentir, pensar e agir como todos os outros. A hist√≥ria de D√©bora √© fict√≠cia, mas relata a realidade de in√ļmeras pessoas n√£o s√≥ do nosso pa√≠s, como tamb√©m do mundo inteiro. Pensemos nisso!

Créditos a Emily Porto por construir comigo essa pequena história!

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